A artrose do joelho é uma doença inflamatória e degenerativa, marcada pelo desgaste da cartilagemA artrose no joelho acomete principalmente quem pratica esporte, mas também é a terceira maior causa de afastamento de trabalho no Brasil, atrás apenas das dores nas costas e da depressão. Segundo o Ministério da Saúde, atinge 15 milhões de pessoas.

O que é?

A artrose do joelho é uma doença inflamatória e degenerativa, marcada pelo desgaste da cartilagem, tecido que reveste a extremidade dos ossos, inchaço e deformidades. Apesar de ser considerada uma doença da terceira idade, ela também acomete os atletas.

Quem está sujeito à artrose no joelho?

Qualquer pessoa. Porém, estudos indicam que o desgaste extremo e sobrecarga aumentam a chance da pessoa desenvolver a lesão, assim como a obesidade, sedentarismo e fraqueza muscular.

Quem já operou o joelho tem mais chance de desenvolver artrose?

Sim. Estatisticamente, quem já foi submetido a cirurgias como a reconstrução do ligamento cruzado anterior, posterior e, principalmente, após a retirada parcial ou total dos meniscos, nossos principais “amortecedores”, tem maior chance de desenvolver a artrose.

Mulheres desenvolvem mais a doença do que os homens?

Sim. Alguns estudos mostram que mulheres atletas têm aproximadamente o dobro de propensão em comparação com os homens. Isso se deve a fatores anatômicos, onde a pelve mais larga o fêmur faz um ângulo maior que no homem na vertical. Isso faz com que haja uma distribuição anormal de peso, com maior tendência de sobrecarga na região externa do joelho.

Como sei que estou com artrose no joelho?

O primeiro sintoma é a dor, que acentua-se com a atividade física (degraus, subida e descida de escadas, esportes de contato e movimentos repetitivos) e o peso. Outro sintoma é o joelho inchado, seguido da perda progressiva do movimento e rigidez articular.

Não praticar atividades protege o joelho?

Não. O sedentarismo leva a atrofia muscular e isso é atenuado com a idade. Ou seja, ficar parado leva a perda da capacidade de absorção de energia cinética e redução da resposta neutro-motora dos movimentos com consequente sobrecarga articular e degeneração.

Praticar esporte aumenta a chance de desenvolver a doença?

Depende! Os exercícios aeróbicos como a corrida, ciclismo e natação melhoram a saúde do coração e permitem que os músculos trabalhem de forma mais eficiente, protegendo os joelhos. No entanto, pessoas que praticam esporte sem a preparação prévia, sem orientação e com volume e intensidade acima da capacidade fisiológica individual possuem enorme risco de acelerarem a degradação cartilaginosa, com consequente artrose precoce.

Exercícios físicos intensos aumentam a chance de desenvolver a lesão?

Tudo leva a crer que uma boa preparação física, volumes de treino adequados e respeito ao “recovery” induziriam a uma resposta biológica de proteção articular. Exercícios de intensidade devem ser feita com orientação de professor para não sobrecarregar os joelhos.

Como prevenir a doença?

Realizando check up esportivo para serem avaliados fatores como a anatomia individual, sobrepeso, história familiar de artrose e esporte praticado. Sem contar a orientação de um profissional habilitado durante o treino.

Qual o tratamento indicado?

Procedimentos como a infiltração do joelho com acido hialurônico parecem ter efeito benéfico sobre a cartilagem. Sua indicação varia de paciente a paciente e a composição do produto, pelo grau da artrose. Essa terapia nunca deve ser instituída como terapia única e sim sempre associada um boa reabilitação, seguida de fortalecimento e reequilíbrio muscular. Já para os casos mais avançados da doença, técnicas cirúrgicas como a osteotomia, artroscopia e, recentemente lançada no meio médico, a subcondroplastia têm tido excelentes resultados.

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