Tanto por finalidades estéticas, quanto por finalidades funcionais, o treinamento de força vem cada vez mais ganhando adeptos. Com a prática de exercícios físicos é natural observar-se o aumento da massa muscular corporal e esse ganho é importante para melhor qualidade de vida e prevenção de lesões, além de auxiliar na perda de calorias, que por consequência, também favorece a perda de gorduras.
As proteínas são formadas por unidades básicas de aminoácidos, que devem ser ingeridos por meio de dietas. Os aminoácidos são os envolvidos tanto na formação quanto na degradação proteica muscular, e entre outros processos, é responsável por diminuir o grau de lesão induzido pelo exercício.
O ganho de massa muscular se dá quando a sua produção supera a sua degradação, resultado atingido com a combinação de exercício de força, com aumento da disponibilidade de aminoácidos.
Porém não somente a proteína é responsável pela formação de massa muscular, o carboidrato também é um agente essencial. A combinação entre proteína e carboidrato estimula a sínteses proteica a diminuir sua degradação, já que o carboidrato potencializa a resposta ao efeito anabólico do exercício, principalmente de uma a duas horas pós o treino (quando se dá o pico de síntese e degradação proteico). Por isso a ingestão de calorias para quem pratica exercícios é essencial.
Quando a ingestão de calorias não é suficiente, os aminoácidos e a reserva muscular são desviados para produção de energia, ou seja, ocorre o processo inverso da perda de massa muscular. A recomendação proteica atual para um atleta de musculação é cerca de 1,8 g/kg de peso/dia. Ingestão proteica superior a 4g por kg pode causar um desequilíbrio na produção energética por falta de carboidrato, aumentando a concentração de cortisol e também comprometendo o ganho de massa muscular.
Suplementação de proteína
A suplementação de proteína é indicada quando o indivíduo que pratica atividades regularmente não consegue ingerir a quantidade adequada através de dieta. A ingestão de proteína insuficiente pode levar ao catabolismo proteico e tornar mais lenta a recuperação após o treino.
Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME), os exercícios de força exigem maior consumo de proteína do que de resistência e alerta que o consumo excessivo de proteínas não resulta no aumento adicional na massa magra, pois há um limite para o acumulo de proteína nos diversos tecidos. O abuso de suplementos alimentares e drogas é constante em ambientes de prática de exercícios, porém é fundamental que haja a orientação de profissionais nutricionistas especializados para evitar o consumo inconsequente dessas substancias, que ao serem utilizadas de maneira inadequada podem trazer riscos à saúde.

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